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Finalmente alguns políticos mostram algum apoio à Satiagraha

27/03/2009

Senadores e deputados se encontram com Protógenes Queiroz

Senadores preocupados com o rumo dos acontecimentos envolvendo o inquérito por lavagem de dinheiro contra o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, decidiram hoje, depois de uma reunião entre parlamentares e o delegado Protógenes Queiroz, divulgar uma nota à opinião pública manifestando solidariedade ao policial e ao juiz Fausto De Sanctis. Conforme Pedro Simon (PMDB-RS), “a nossa preocupação é que o delegado e o juiz acabem presos, enquanto o banqueiro continua solto, pois estamos no país da impunidade”. (Fonte: Conversa Afiada)

Finalmente um pouco de apoio. Após meses sendo trucidado, criminalizado e achincalhado pela mídia golpista, um grupo de senadores e deputados abertamente vem a público demonstrar seu apoio ao delegado Protógenes Queiroz e estranheza ante o fato de que há muito mais empenho em investigar um delegado e um juiz do que o réu do inquérito da Operação Satiagraha.

Em nota, diversos senadores e deputados mostram sua preocupação com os rumos da CPI dos Grampos, com o fato de Itagiba querer prender Queiroz durante seu comparecimento à CPI. Também manifestaram, novamente, que a operação feita pelo delegado está dentro dos limites da lei, por mais que os deputados da CPI (estranhamente) se esforcem para incriminá-lo. Segue abaixo um trecho da nota enviada pelos parlamentares:

O delegado nos esclareceu que, de fato, não houve solicitação formal à Abin para colaborar com a Operação Satiagraha. Isso ocorreu de maneira informal.

Não há, portanto, registro documentado feito à Abin. Por outro lado, consideramos de grande importância a decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 3ª. Região, de 23 de março, que afirma, “o compartilhamento dos dados sigilosos entre a Polícia Federal e outros órgãos do Estado, Comissão de Valores Mobiliários, Banco Central, Receita Federal, ocorre ordinariamente e não causa nenhuma perplexidade”.

Asseveraram que a Lei 9883/99 indica a possibilidade de órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) compartilharem dados sigilosos. Isso significa que não poderá ser anulado o resultado da apuração feita pela Operação Satiagraha, como era o objetivo dos advogados do Sr. Daniel Dantas.

Os deputados e senadores ainda irão comparecer ao depoimento do delegado, num gesto de solidariedade a este grande cidadão que é vítima de uma mídia corrupta, apenas por cumprir com seu dever. Segue abaixo os que assinaram a nota de apoio:

Senadores Augusto Botelho, Eduardo Matarazzo Suplicy, Inácio Arruda, José Nery e Pedro Simon
Deputadas Luciana Genro e Janete Capiberibe e Deputados Antonio Carlos Biscaia, Chico Alencar, Ivan Valente

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Mídia golpista esconde uma derrota de Daniel Dantas na justiça

24/03/2009

A Folha de S.Paulo e o Globo ignoraram a notícia, mas o Estado de S.Paulo publica na edição de terça-feira (24/3), com destaque, que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região impôs ontem uma importante derrota à estratégia de defesa do banqueiro Daniel Dantas.

O controlador do banco Opportunity queria trancar a ação penal nascida da acusação de corrupção ativa, por tentativa de subornar um delegado federal para ser excluído da chamada Operação Satiagraha.

Fica, portanto, sobre a mesa, uma questão incômoda para ser respondida pela imprensa. A quem mais, a não ser ao próprio Daniel Dantas, interessaria toda a campanha feita principalmente pelos jornais O Globo e Folha de S.Paulo e pela revista Veja, no sentido de criminalizar as ações da Polícia Federal junto com a Abin?

Fica evidente, até mesmo para o leitor mais distraído com a paisagem, que parte da imprensa brasileira tem dedicado os últimos meses mais energia e espaço à tentativa de desqualificar os investigadores do que a investigar o acusado.

Foi tão desproporcional a concessão de espaço para supostas revelações sobre desmandos atribuídos ao delegado Protógenes Queiroz e ao juiz responsável pelo caso Satiagraha, Fausto de Sanctis, que algum leitor poderia supor que o delegado e o juiz é que eram os principais acusados.

Luciano Martins Costa (Fonte: Conversa Afiada – grifos meus)

Finalmente, uma lufada de esperança de que a justiça pode vir a ser feita neste país que é o antro da impunidade. Friso aqui o que Luciano Martins Costa afirmou: e como fica a cara da parte da imprensa que claramente está jogando a favor de Daniel Dantas e contra o delegado e juiz, que tentam a todo custo varrer a corrupção deste país?

Dos leitores mais inteligentes (ou, ao menos, que não sejam burros), só se espera que rejeitem este tipo de mídia tendenciosa, golpista e politiqueira e passe a ler algo mais confiável e menos parcial. Aliás, isso já está acontecendo. É só ver o vídeo abaixo, que mostra que, de 513 mil exemplares por dia em 1998, a Folha de São Paulo foi para cerca de 299 mil. Uma queda e tanto.

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Protógenes Queiroz é indiciado enquanto Dantas segue solto

19/03/2009

Fausto De Sanctis, Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda 

A coisa continua feia para os defensores da lei. Enquanto Daniel Dantas segue livre em seus negócios escusos, os mocinhos estão sedo encurralados. Vejamos.

A revista “Veja”, totalmente sem credibilidade e claramente golpista, denunciou ano passado que ministros do STF foram grampeados ilegalmente por agentes da Abin. A revista transcreveu trechos de conversa entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). O problema é que a revista NUNCA mostrou a prova de que essas conversas existiram. Mesmo assim, abriu-se uma sindicância. O presidente da CPI dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), requisitou uma perícia nos equipamentos de escuta da Abin.

Para surpresa do deputado, a perícia realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal informou que os equipamentos da Abin fazem apenas escuta de linhas analógicas, e as linhas de celulares e do senado são digitais. Mas Marcelo Itagiba é um homem persistente. Desconfiado do laudo, ele pediu uma nova perícia, desta vez a ser feita na UNICAMP. Quem me dera se os deputados também fossem tão empenhados para descobrir ainda mais os podres do VERDADEIRO vilão disso tudo, o banqueiro bandido Daniel Dantas.

No final das contas, o presidente Lula afastou o diretor geral da Abin, Paulo Lacerda, enquanto as investigações duraram. Mesmo com o veredicto de que a escuta não era possível, Paulo Lacerda (exemplar delegado da PF) foi exonerado do cargo em definitivo e “exilado” (não vejo termo melhor) em Portugal, como “adido policial”. Ou seja, estão desmontando a equipe que estava combatendo o crime de colarinho branco no país! E sim, infelizmente, Lula é conivente com tudo isso!

Agora veio a maior. A Polícia Federal indiciou o delegado Protógenes Queiroz pelos crimes de violação do sigilo funcional e da Lei de Interceptações durante a Operação Satiagraha, segundo a assessoria da PF. A violação à Lei 9.296/96 (Lei do Grampo) teria ocorrido quando mobilizou 84 arapongas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a Satiagraha e lhes deu acesso irrestrito ao conteúdo de escutas e documentos contábeis. Protógenes também teria confiado ao pelotão da Abin senhas secretas de uso exclusivo de agentes da PF para acesso ao Guardião, a máquina de grampos da Polícia Federal. Segundo a PF, Protógenes infringiu o artigo 10 da Lei 9.296/96 e fica passível de pena de reclusão - 2 a 4 anos. Já já vão prender os agentes da lei e deixar o bandido solto de vez, até que todos esqueçam desta história e tudo volta ao “normal”.

O mais interessante é que o Ministério Público Federal em São Paulo, por meio do procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações da Operação Satiagraha, informou que, apesar de não comunicada, a participação da Abin não configura crime, nem ilegalidade. A Lei do Sistema Brasileiro de Inteligência, Sisbin, prevê a participação de agentes de inteligência e o compartilhamento de dados entre a polícia e os demais órgãos de inteligência. Recente voto do ministro do Supremo Tribunal Federal, Menezes Direito, em Adin proposta pelo PPS, aponta o mesmo entendimento. Segundo o ministro Direito é constitucional o Decreto 4.376/02, que regulamenta a Lei nº 9.883/99, que prevê o intercâmbio de informações entre a Abin e os órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência.

A nós cabe torcer para que a justiça prevaleça porque, neste imbróglio, a briga é de gigantes. E infelizmente os mocinhos estão sendo perseguidos por terem feito seu trabalho: combater o crime.

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Punindo quem combate a corrupção no Brasil

10/03/2009
O presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) cumprimenta o banqueiro Daniel Dantas
(O presidente da CPI dos Grampos, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) cumprimenta o banqueiro Daniel Dantas)

É realmente difícil fazer justiça num país onde os dirigentes são reféns de pecaminosos esquemas de corrupção. Nos últimos dias, não se vê outra coisa senão que o delegado Protógenes Queiroz cometeu irregularidades na Operação Satiagraha. Ora, quem fez a acusação foi a já difamada e desprestigiada revista Veja. A revista serve a interesses escusos. Foi ela quem simplesmente divulgou uma suposta transcrição de uma conversa entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres (DEM-GO). Acontece que ela NUNCA entregou a prova material para ninguém. Por que? Simplesmente porque não existe. É forjado. É álibi para que o povo aceite a punição daqueles que tentam extirpar a corrupção do Brasil.

Quatro meses e mais de uma centena de depoimentos depois, o inquérito da PF que apura o grampo ilegal de conversas do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, chega ao fim do ano sem provas de autoria nem vestígios do áudio cuja transcrição divulgada pela revista ''Veja'' resultou no afastamento do diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda.

E agora me vem a mesma revista, que já não tem 1 pinguinho de prestígio e idoneidade, e me lança mais “supostas” irregularidades num esquema de espionagem feita pelo delegado Protógenes Queiroz. E aí todo mundo cai matando em cima do delegado, como se ele fosse o pior dos bandidos. E é interessante como diversos deputados, e aí entra o também já infame Marcelo Itagiba, querem se passar por arautos da honestidade e retidão, defensores ferrenhos do “estado democrático de direito”. Eles enchem o peito e dizem, como se fosse algo maravilhoso, que investigarão e punirão com rigor... o delegado! Sim! O delegado! E também o corajoso juiz Fausto de Sanctis, que abriu mão de uma promoção para se manter à frente da infantaria anti-corrupção. E ninguém fala em punir o grande mafioso, aquele que realmente foi investigado, aquele que realmente tem culpa no cartório, o cabeça dos esquemas de corrupção: Daniel Dantas! Deste ninguém fala. Querem saber de atirar pedras e punir o delegado e o juiz. O bandido mesmo, ninguém quer saber. Por que será?

Protógenes rebateu em seu blog a reportagem da “Veja”. O delegado classificou as informações de “mentirosas” e destacou que a publicação da matéria foi feita de forma “bandida e irresponsável”. Agora me respondam: em quem vocês acreditam? Numa revista que acusa sem provas, produz factóides que atendem a interesses de uma elite corrupta e inescrupulosa ou no delegado que está desarticulando todos estes malfeitores?

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A lei precisa ser respeitada

19/11/2008
(Nélio Machado e Daniel Dantas)

Os advogados de Daniel Dantas e demais réus indiciados após a Operação Satiagraha, apontam que houve excessos por parte das autoridades durantes as investigações. Realmente, independente do mérito da questão, a lei deve ser respeitada. Isso garante o bom ordenamento institucional de uma nação. A questão aqui é que a lei precisaria ser revista, pois, se ela atrapalhou a investigação de poderosos mafiosos, então não é justa e isenta o suficiente para ser considerada algo feita para o bom ordenamento jurídico e para o bem da nação.

Outro fato que salta aos olhos, é que Daniel Dantas, O Poderoso Chefão, conseguiu se manter longe da mídia e desviou o foco das investigações para aqueles que o investigaram. Novamente, tanto quanto é importante respeitar as leis, é importante manter todo o rigor da investigação e analisar tudo o que foi levantado, de forma a punir qualquer conduta criminosa com o (brando) rigor da lei brasileira. Paralelamente, ainda, analisar e punir qualquer excesso cometido por autoridades. Claro, não estamos num “Estado de Polícia”, como quer fazer acreditar Gilmar Mendes. Na verdade, ainda somos bem conhecidos como a “Terra da Impunidade”, o extremo oposto. E Daniel Dantas solto é prova cabal disto.

A moral de história é a seguinte: investigar os criminosos poderosos do Brasil tem seu preço. O corajoso juiz Fausto De Sanctis está para ser processado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após Raul Jungmann (PPS-PE) ter acusado o magistrado de repassar a policiais federais senhas que dão acesso irrestrito a cadastros e históricos de ligações. Oras me pergunto: afinal, por que um deputado, que está sempre tão preocupado em fazer suas politicagens lá por Brasília, sai da sua rotina para apurar a conduta de um juiz? Será mesmo que o deputado está interessado em assegurar que a investigação foi feita dentro da lei? Ou será que eles está mais interessado em arrumar evidências que possam anular o processo contra Daniel Dantas?

Em outra frente de ataque ao juiz, pela anulação do processo, os advogados de Dantas diziam que De Sanctis estaria sendo muito parcial no caso, já que estava alinhado com Protógenes Queiroz, delegado que conduziu as operações. Nélio Machado entrou com um pedido de afastamento do juiz no TRF, mas foi recusado. Mas o advogado é insistente. Machado protocolou, em seis meses, 30 habeas corpus e quatro medidas judiciais para barrar as investigações da Satiagraha e impedir o juiz de julgar o caso. De qualquer forma, com a aproximação da data final para julgamento e recente vitória no TRF, o juiz conseguiu se manter à frente do processo (precisando ainda recusar gentilmente uma promoção para desembargador) podendo, assim, continuar realizando seu trabalho incansável contra a corrupção e lavagem de dinheiro. Aliás, excelentes trabalhos. Com fama de rigoroso, já condenou o doleiro Toninho da Barcelona, seqüestrou obras de arte do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e pediu a prisão do magnata russo Boris Berezovsky, suspeito de ser um dos investidores ocultos do Corinthians.

É triste ver que as leis de nosso país punem os corretos e anistiam os mafiosos. Mas é reconfortante ver que há gente trabalhando por um país melhor. Talvez, com tantos recursos que as leis provêm para os criminosos, Dantas não fique preso por muito tempo (se vier a ser). Mas com certeza as coisas começarão a mudar.

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Daniel Dantas vira o jogo - os investigadores agora são os investigados

27/09/2008

Seria bom registrar aqui o que está ocorrendo no Brasil, embora o grande público desconheça, já que isso não está sendo noticiado pelos grandes canais de mídia. O medo que eu tinha, agora é oficial: Daniel Dantas virou o jogo. Os investigadores e integrantes da Operação Satiagraha são agora os investigados. E, como se não bastasse, todos correm o risco de serem processados ou afastados por terem mexido com o “Poderoso Chefão”.

Existe um princípio na lei penal da premissa da inocência, ou seja, você é inocente até que se prove o contrário. Com Daniel Dantas, parece que funcionou perfeitamente. Ele foi preso e logo seu comparsa e Supremo Presidente do STF, Gilmar Mendes, emitiu um habeas corpus. No dia seguinte, tornou a ser preso e logo em seguida novamente ele, Gilmar Mendes, emitiu outro habeas corpus para o Poderoso Chefão.

Logo, alguns senadores e deputados claramente engajados na defesa de Daniel Dantas, começaram a questionar a questão dos grampos. Foram legais? Foram abusivos? São válidos? Corre-se para fazer uma lei que anula o grampo feito sobre Daniel Dantas. Como toda lei pode retroagir em benefício do réu, o Poderoso Chefão se veria livre do processo simplesmente por este ser feito, sob a nova lei, em não conformidade com a lei vigente.

Algum tempo depois, a revista Veja aparece com uma misteriosa gravação de áudio, obtida através de um suposto grampo, entre Gilmar Mendes e um senador. A Veja jamais revelou a fonte da suposta transcrição da gravação. Não revelou jamais o áudio original. Pois bem, acho que vocês se lembram de que todos são inocentes até que se prova o contrário, certo? Contra Daniel Dantas, há um processo de mais de 6000 (seis mil) páginas com documentos, detalhes de operações financeiras, transcrições de conversas, etc. Mesmo com tudo isso, Daniel Dantas foi solto. A revista Veja (que não é instituição pública) soltou uma matéria claramente tendenciosa, feita sob medida, sem provar nada e adivinhem? Nosso brilhante presidente Lula, com mais de70% de popularidade afastou toda a diretoria da ABIN, acusada pela revista (desde quando revista faz papel de promotoria?) de ser a autora dos grampos.

Ou seja, o princípio da inocência é válido para o Poderoso Chefão, um empresário inescrupuloso, mas não para a ABIN, que é uma instituição de fé pública, braço direito da presidência. Mas aí vem a parte interessante: Paulo Lacerda, diretor da ABIN, é um grande inimigo do Poderoso Chefão. Afastado do seu gabinete, perde sua força de atuação, embora não perca sua força de influência e respeitabilidade. Agora, os investigadores passaram a ser os investigados.

Para todos os efeitos, a pedido da CPI dos Grampos, feita sob encomenda para livrar o Poderoso Chefão do processo, a Polícia Federal analisou os equipamentos da ABIN para saber se podiam fazer escutas. Resultado? Eles só conseguem em linhas analógicas. A linha em que Gilmar Mendes e o senador falavam, era digital. Claro que Gilmar Mendes e a CPI não acreditaram. Querem uma nova avaliação feita por um órgão independente. Agora, só para você ficar ciente, VOCÊ pode ir a Nova York e comprar uma maleta de escuta de ligações digitais. Não precisa ser de nenhuma agência não. Agora, claro... será que algum repórter da Veja se arriscaria e confessaria algo do tipo: “Não gente, o áudio é uma farsa”, ou pior ainda “Nós mesmos grampeamos o telefone”. Não, você nunca irá ver isso da Veja, pois a esta só interessa defender o Poderoso Chefão e destruir o presidente Lula.

O site do Luis Nassif publica uma carta do Oficial de Inteligência da Abin, Fabio Rocha Lustosa, Mestre em Estudos de Segurança Estratégica pela National Defense University de Washington, que defende a Abin e pergunta a Veja se tem alguma ética. Segue a carta de Lustosa:

Desabafo da ABIN

A Abin que alguns órgãos de imprensa não conseguem - ou não querem - ver

Fabio Rocha Lustosa

Oficial de Inteligência da Abin *

"Gostaria de manifestar meu mais veemente repúdio à campanha de execração pública que vem sendo patrocinada sistematicamente por vários órgãos de imprensa nas últimas semanas contra a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) . Não sei se tais veículos de comunicação já ouviram falar em ética jornalística - ou mesmo ética, na acepção mais ampla do termo - mas os acontecimentos recentes me fazem crer que a única coisa que interessa a tais entes é, tão-somente, subjugar o órgão de Inteligência Federal brasileiro, por meio da humilhação e do escracho. Me pergunto, pois: Qual a razão de tão infame blitzkrieg? A quem interessa a desconstrução da Abin, e sua conseqüente desmoralização, enquanto órgão de Estado essencial à preservação da soberania de nosso País? À sociedade brasileira? Estou convicto que não.

É inaceitável que alguns jornais e revistas, de forma maliciosamente desconectada da realidade dos fatos, retratem a Abin e seus servidores como um bando de renegados, patifes e criminosos sem compromisso com o País, colocando em dúvida a idoneidade moral, ética e o profissionalismo de nossa instituição. Quem são eles para submeter-nos ao vexame e à chacota públicas, sob o conveniente argumento de "busca da verdade"? Quem são eles para mitigar a honradez de profissionais de Inteligência que buscam dar o melhor de si pelo País representando a Abin, no Brasil e no exterior, e são hoje alvo de comentários depreciativos, desconfiança e repulsa, até mesmo no seio de suas famílias? Quem são eles para nos atacar? Arautos da moral social a serviço do Brasil? Na minha opinião, definitivamente, não!

Nas últimas semanas, vem me causando particular preocupação o esforço quase messiânico de alguns que, do alto de sua soberba jornalística, buscam reduzir a Abin a uma espécie de cancro apodrecido, que merece ser extirpado sumariamente, pelo "bem do País". Profissionais (sic) que vangloriam-se de haver combatido no passado regimes ditatoriais, perseguições políticas e abusos de poder em nome da democracia, mas que agora tentam massacrar impiedosamente uma instituição criada no âmbito de um Estado Democrático de Direito, que existe e funciona em estrita observância à Lei, e contra a qual sequer há prova definitiva de erro de conduta por parte de seus servidores; apenas acusações, suposições e especulações, algumas comprovadamente levianas. Ignorando convenientemente tal fato, pessoas que se dizem a "serviço da verdade" ocupam-se em julgar, condenar, e submeter ao escárnio popular a Abin, e por extensão, todos os seus integrantes, em um atitude deplorável e irresponsável que macula a imagem do órgão perante a sociedade brasileira e a comunidade internacional.

Reputo especialmente perversa e insidiosa a associação subliminar entre a Abin e o Serviço Nacional de Informações (SNI), que muitos profissionais de imprensa tentam, sempre que possível, manter viva no seio da sociedade, como se estivéssemos todos fadados a carregar para sempre a pecha de "inimigos da pátria", na forma de um fantasma que há muito tempo não mais pertence à nossa realidade política e social. Sob idêntico diapasão, seria razoável nos referirmos ao atual serviço de Inteligência federal alemão como o "sucessor" da Gestapo, a polícia política de Adolf Hitler? Ou ao Papa Bento XVI, como o "sucedâneo" dos pontífices que patrocinaram assassínios em massa em nome da Inquisição e das Cruzadas?

Antes de tentar impor à Abin o papel de "Caixa de Pandora" dos males da Administração Pública e da sociedade, a imprensa que nos imputa tão descabido ônus deveria reconhecer publicamente que os servidores que lá estão não são criaturas das trevas desprovidas de moral e escrúpulos: São profissionais profundamente comprometidos com a missão de ajudar o Brasil a se tornar uma nação mais forte, justa e democrática. Fazemos isso assessorando o Governo Federal, analisando políticas públicas, prospectando oportunidades para o desenvolvimento do País, e detectando ameaças à segurança de nossa sociedade. Mas fazemos tudo isso cientes - e atentos - às nossas limitações de natureza legal.

É importante ressaltar aqui que quando a Abin detecta erros de conduta no seio da organização, estes são tratados com o rigor que a legislação disciplinar, administrativa e penal assim o exige. Aqui não se fala em impunidade, muito menos em acobertamento de ilícitos. Nós obedecemos a Lei, e nos orgulhamos disso. Contudo, e diferentemente de certas revistas e jornais que difamam, ultrajam e caluniam sob o argumento da "busca da verdade", procuramos observar sempre os princípios jurídicos que regem o direito à ampla defesa, ao contraditório, e à imagem dos acusados, sob os auspícios da chamada presunção de inocência. Isso não é privilégio, tampouco corporativismo. É conduta ética e observância de uma garantia prevista na nossa Constituição Federal. Garantia esta que, talvez por razões "jornalísticas" de natureza inconfessável, vem sendo sonegada à Abin.

A Abin tem um compromisso com a verdade, com a sociedade e com o Estado Brasileiro, e seus servidores são parte integrante e indissociável de tal compromisso. Juntos, trabalhamos para construir um País cada vez melhor. Mas decerto não tememos os abutres e hienas que rondam nosso caminho, pois eles se alimentam de matéria podre. E isso nós não temos a oferecer."

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Logo estaremos todos aplaudindo o vilão e prendendo o mocinho

16/08/2008

Beira o ridículo o que estão fazendo com o Brasil. Num legislativo entretido com as campanhas regionais, atolados até o pescoço em negócios excusos dos quais ninguém quer que falem nada, o Supremo Tribunal Federal, que cada vez se mostra mais como sendo o tribunal dos ricos, invadiu uma competência do legislativo e resolver emitir uma resolução com força de lei, de que não se pode algemar acusados que não representem uma ameaça iminente.

Embora a decisão seja até certo ponto sensata, ela deixa um vácuo vergonhoso, preenchido ao bel prazer da autoridade encarregada de colocar ou tirar as algemas. Oras, Fernandinho Beira-Mar, traficante perigosíssimo e que já, sabidamente, armou e mandou executar a diretora do presídio onde estava, pediu para retirarem as algemas dele durante o julgamento e foi acatado. Um bandido da pior espécie tratado com todas as regalias de um cidadão do bem.

Se você não conhecer os blogs de repórteres sérios que usam a internet para falar aquilo que a grande mídia não transmite, talvez você já até tenha se esquecido de Daniel Dantas, o Poderoso Chefão do Brasil. Mas eu acompanho e lhes afirmo: a coisa está pegando fogo! A imprensa tradicional, que é cúmplice e aliada de Dantas, não divulga nada mais sobre o caso, mas as peças deste xadrez envolvendo os cabeças do poder do país estão se movendo. Lembrem-se: um delegado seríssimo, patriota e competente montou um enorme dossiê contra o maior mafioso da nação e agora querem investigar este delegado! Daqui a algum tempo, só falta Protógenes Queiroz ser preso e todo mundo achar que Daniel Dantas foi um herói que lutou contra "grampos clandestinos", conforme eles alegam.

Numa massa de ignorantes, facilmente manipuláveis, este é um futuro não tão improvável. Ainda torço para que metade daquele povo que veio de longe para protestar em frente à casa do casal Nardoni, proteste contra os quadrilheiros de Brasília. Mas o povo não deve nem se lembrar quem é Daniel Dantas (talvez confundam com o ator global), muito menos Gilmar Mendes.

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Dantas tentou prejudicar Lula, ele soube e agora vem o contra-ataque

18/07/2008

Talvez pior do que o escândalo do mensalão, temos à nossa frente um episódio que já entrou para a história. A Operação Satiagraha abriu as cortinas e nos mostrou quem andava pelos bastidores do poder, trabalhando em benefício próprio, corrompendo e manipulando tudo e todos que passassem à frente.

Dantas foi criado durante as privatizações do governo de Fernando Henrique Cardoso e engolfou o governo do PSDB em suas garras. Foi nesta época que Gilmar Mendes, atual Presidente do STF, foi indicado a ocupar uma das cadeiras do STF. O problema é que corria contra ele um processo por improbidade administrativa. Seu nome foi rejeitado por 15 senadores. A Associação dos Magistrados Brasileiros também se opôs à sua nomeação. Mas, mesmo assim, ele conseguiu ocupar a vaga na mais alta corte de justiça do país.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, usou o cargo para atuar como advogado de Dantas. Atropelou os ritos processuais. A matéria que ele apreciou (a soltura de Dantas e quadrilha) teria que ser julgada por instâncias inferiores da Justiça. Percorreria um largo caminho até chegar ao Supremo. Mas Mendes anulou esse rito processual e pôs o banqueiro e seus comparsas na rua antes que perdessem a cabeça e pusessem a boca no trombone. E, agora, Gilmar Mendes quer usar o argumento de que um senador está envolvido no inquérito da operação para transferir o caso do juiz Fausto de Sanctis para si, ou seja, o cara quer acabar com todo o processo contra Dantas e sua quadrilha.

Segundo Bob Fernandes, do Terra Magazine, Daniel Dantas tentou sistematicamente atrapalhar a reeleição de Lula. Ele manipulava a mídia (Veja, Folha e Isto É) de modo a demonizar o governo de Lula. Talvez Lula não seja honesto. Mas é esperto. A matéria mostra Lula, em 2007, ordenando que a Operação Satiagraha fosse em frente doesse a quem doesse, e, quando confrontado com a hipótese de que tais investigações poderiam atingir “gente sua”, bem, vejam o que o presidente responde:

Terra Magazine – Bob Fernandes – Intestinos do Brasil

Lula, Março de 2007, 10h da manhã, sala reservada no aeroporto de Congonhas, São Paulo:

- ...não, não sei como anda investigação, nem quero saber, mas se tiver que prender, vai prender qualquer um..

Interlocutor:

- Mas, presidente, e se isso chegar no governo, na sua gente?

Lula:

- A mim não interessa em quem vai chegar. Se chegar, se provas existirem, e não fofocas, se a justiça mandar, vai ser preso. Qualquer um vai ser preso, não importa quem.

Interlocutor:

- Presidente, vão tentar interromper a investigação...

Lula:

- Se os crimes existem, e não sei como está nem se está a investigação, não é assunto meu, eles serão presos...

Agora, mexeram com o presidente. Quer queiram quer não, ele conta com enorme apoio popular, além de incrível habilidade política. Bob Fernandes garante: agora vem o contra-ataque. Aguardem.

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Daniel Dantas: o topo da pirâmide da corrupção no Brasil

16/07/2008

Todos já ouvimos falar da Operação Satiagraha. Se não, vamos deixar bem explicado. A Operação Satiagraha foi deflagrada pela Polícia Federal em 8 de julho de 2008 contra uma quadrilha que praticava crimes financeiros. As investigações iniciais começaram ainda em 2004, após a Operação Chacal, que indiciou o banqueiro Daniel Dantas, e algumas pessoas que trabalhavam para ele, por espionagem. A última fase de investigações da operação durou dois anos e, no dia em que foi deflagrada, prendeu Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, e o investidor Naji Nahas, acusado de ser o responsável pela quebra da bolsa do Rio em 1989.

Pois bem. Bem antes e durante tudo isso, eu estive entretido com a leitura de blogs de grandes jornalistas (uns mais da esquerda, outros mais da direita) e só assim mesmo para saber da extensão da coisa. Daniel Dantas é, sem sombra de dúvida, um dos grandões da elite nacional que atua nos bastidores do poder. Segundo os blogs do Nassif e do Paulo Henrique Amorim, Dantas é capaz de fazer tremer até as altas cúpulas das instituições como Senado, Ministério Público, Polícia Federal e até do Palácio do Planalto.

Para se ter uma idéia, dentro da Polícia Federal o delegado Protógenes Queiroz precisou omitir diversos detalhes das suas operações aos seus superiores e mesmo colegas de trabalho, sob risco de que suas investigações pudessem ser sabotadas e interrompidas antes da hora. Houve grampo do pessoal da polícia federal em cima da equipe de Protógenes, que acabou precisando grampear aqueles seus colegas que os espionavam. Foram muitas as tentativas de dentro e fora da Polícia Federal para barrar as investigações. Para muitas pessoas de fora do time de Queiroz, num certo momento chegou mesmo a parecer que a investigação havia sido encerrada, mas isso foi apenas um subterfúgio: a coisa estava pegando fogo. O séquito de Dantas rondava Brasília e a Polícia Federal para saberem como estavam as investigações de Queiroz. Tanto foi que eles enviaram ao STF (sic) um pedido de Habeas Corpus preventivo! E, por fim, acabaram caindo na armadilha de oferecer propina a um delegado para encerrar as investigações sobre Dantas e sua família.

E quanto mais eu leio, mas podre a história fica. Estamos falando de gente graúda. Todo o sistema estabelecido está sujo com os corruptos tentáculos de Daniel Dantas. Todo. É incrível ver como este cidadão (não, isso ele não é)... ou melhor, este pária comanda a política, os negócios e os rumos da administração do país ao seu bel prazer. Falamos de alguém forte e influente. E vem muito mais por aí. Estamos torcendo para que o juiz federal Fausto Martin De Sanctis, que cuida do caso, permaneça firme em sua posição, mesmo sabendo que até o STF contém laranjas podres do saco de Daniel Dantas.

Mas é importante que a investigação não pare por aqui. Estamos diante do topo da pirâmide da corrupção neste país. Precisamos enfiar a mão mais fundo neste lamaçal e achar todos os esquemas que eram (são?) comandados por Dantas. Será um trunfo para o país e estaremos a salvo da corrupção sistêmica, até que mais um brasileiro “esperto” ocupe a posição de Dantas.

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