Os suíços têm direito a uma Suíça sem minaretes

06/12/2009

No tempo de Maomé a chamada à oração era feita a partir do pôr-do-sol visto no telhado mais alto que se achava perto da mesquita. Mas a expansão urbana tornou os horizontes mais distantes, prejudicando o instante certo das orações. Oitenta anos após a morte de Maomé surgem os primeiros minaretes com mais de 50 metros, quando a religião muçulmana expandiu-se pelo Médio Oriente e graças à influência da arquitectura bizantina com as suas igrejas com torres. Minarete é a torre de uma mesquita, local do qual o almuadem anuncia as cinco chamadas diárias à oração. Os minaretes, que também recebem o nome de almádena, são normalmente bastante altos se comparados às estruturas que o circundam.

A Suíça aprovou em 29/12/2009, em referendo, a proibição da construção de minaretes no país. As urnas mostraram que 57% dos suíços votaram por banir os minaretes. (Fonte: Estadão)

Então vejamos. Na Suíça, dos 7,7 milhões de habitantes cerca de 400 mil são mulçumanos. Por se tratar de um local onde o culto religioso é livre, há diversas mesquitas onde estes mulçumanos podem cumprir sua jornada diária de 5 orações. Ninguém os proibiu de continuarem a praticar sua fé. Ninguém os proibiu de circular pelas ruas. Agora, na visão dos suíços, os minaretes são um símbolo de uma “islamização” que os mulçumanos estão promovendo na Europa. É algo radicalmente diferente da cultura arquitetônica européia. Quando se pensa em Suíça, não se pensa em mesquitas e minaretes.

Como a maioria deles decidiu, eles não querem mais os minaretes. Depois deste resultado, muitos vieram denunciar uma visão preconceituosa e segregacionista dos suíços. Pois eu diria que eles estão muito certos. Seus temores não são infundados. Uma vez que grande parte da população for mulçumana e boa parte de sua cultura estiver enraizada em um país, é possível e provável que os islâmicos comecem a exigir mudanças em leis, modos de vida (para se parecerem com àqueles que eles julgam corretos, ou seja, mulher presa em casa, homossexuais apedrejados, etc). Não estou sendo preconceituoso não. Basta ver como são os países onde a Charia (lei islâmica) é aplicada.

Mesmo que este pior cenário não viesse a se concretizar, ainda assim os suiços não querem os minaretes porque se incomodam em ver sua cultura ser comida pelas beiradas por outra. Muitos hipócritas enchem o peito para falar que isso é uma vergonha, que isso é um atentado às diferenças religiosas, etc. Então vá você, cristão ou crente de qualquer outra religião que não a islâmica, tente entrar na cidade sagrada de Meca. Você não pode. Sim, você simplesmente não pode sequer entrar na cidade mulçumana de Meca! Quanto mais construir um templo da sua religião lá dentro. Por que isso deve ser respeitado e compreendido enquanto o fato de os suíços simplesmente não desejarem ver aquelas torres islâmicas rasgando os céus deve ser motivo de vergonha? Lembro-me de uns analistas dizendo que o ocidente tem medo do islão. E temos mesmo! Isso é uma prova a mais! Não devemos ter medo, apenas respeito. Se este fato poderá comprometer os negócios e as exportações com países islâmicos, isso só mostra como os seguidores de Alá se comportam como crianças choronas, incapazes de dissociar sua fé pessoal de questões profissionais.

E estando eu sua terra, os suiços podem e devem fazer o que acharem melhor. O país é deles, é o local onde eles e seus antepassados viveram, onde construíram sua história. Se os mulçumanos se incomodarem, eles que vão viver em outro país! Ora, ninguém está prendendo-os na Suiça. Eles podem sair a hora que bem entenderem. Agora me incomoda um monte de gente apontando o dedo na cara dos suiços como se eles fossem os “nazistas” e os mulçumanos os “judeus” e estivéssemos assistindo um novo holocausto. Não há guetos. Não há censura. Não há sequer segregação. A polícia não está prendendo nem matando mulçumanos nas ruas da Suíça. Os mulçumanos e toda a comunidade devem respeitar essa decisão dos suíços, obtida de forma livre e democrática. Nenhum direito humano está sendo ferido. Os suíços apenas querem a Suíça do jeito que ela sempre foi: sem a arquitetura ou cultura islâmica.