“Acho que a atitude do Brasil tem sido muito admirável. Ao acolher Zelaya, o país se colocou numa posição a favor da democracia, e é claro que o que o Brasil faz é extremamente importante, pois é o principal país da América Latina.”
Noam Chomsky, cientista cognitivo, filósofo e professor do MIT
“In recent years the South American powerhouse has been recognized as the first real counterweight to the U.S. in the western hemisphere — and that means, at least in the minds of other countries in the Americas, taking a larger and more proactive part in helping solve New World political dysfunction like Honduras'.”
Recentemente, Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja e ferrenho opositor ao governo, pediu impeachment do chanceler brasileiro, Celso Amorim. Ora, nunca tivemos tanta relevância e importância no cenário internacional como agora. Eu não li o resto do post do referido colunista, pois ele não vale o meu tempo.
Mas qual o problema da diplomacia brasileira? Bom, relações internacionais é algo extremamente complexo e o jogo de interesses sai do âmbito político nacional para o mundial, com lobbies e jogos de poder e dinheiro muito além da nossa costumeira visão política imediatista. É necessário ler quem entenda sobre o assunto, coisa que Reinaldo Azevedo atesta não saber em absoluto, para poder tomar um posicionamento.
Por ora, devemos lembrar que o que a elite direitista chama de “entreguismo” ou “falta de pulso firme” do governo, tem desdobramentos a longo prazo que nos favorecem. Pisotear em países mais pobres e de pouca expressão econômica e diplomática, como Colômbia, Paraguai e Bolívia, a princípio parece uma coisa boa. Mas se revela um tiro no pé quando tentamos construir um bloco econômico e de livre circulação. Além do mais, não podemos nos dar ao luxo de repetir os erros dos americanos, que chegaram lá no topo, mas a que custo? Ao custo de serem odiados em metade do planeta? Não é disso que precisamos.
Claro, você continuará vendo os engravatados de rolex se queixando que a diplomacia brasileira é uma vergonha, ou que estamos dando o Brasil de mão-beijada, ou que não nos impomos com força perante os demais, etc. Mas estes só enxergam o lado deles. Eles acham que devemos ser como os EUA: imponentes e prepotentes. É uma elite que age assim por má-fé, na expectativa de prejudicar o governo de alguém que veio do povo. Reinaldo Azevedo é o líder dos acéfalos travestidos de intelectuais, empurrando uma manada de ignorantes contra um governo que é elogiado por cientistas, diplomatas, líderes mundiais e pela imprensa mundial. Por aqui, apenas críticas, numa vã tentativa de desqualificar o que já não pode mais ser desqualificado.
