Jovem morre em corrida de touros de Pamplona (ainda bem)

06/08/2009

Temos um bom motivo para comemorar. No mês passado, um idiota morreu nas “festas” (?) do touro em Pamplona. O nome do animal é Daniel Jimeno Romero, de 27 anos. Felizmente, um estúpido ignorante a menos nesse mundo. O “feliz acidente” ocorreu durante as festas de San Fermín.

A Festa de San Fermín acontece anualmente entre os dias 7 e 14 de julho em homenagem ao Santo Padroeiro de Pamplona, na Espanha. O ponto auge da festa é o “encierro”, que é uma corrida onde os jovens se vestem de vermelho e branco para chamar a atenção dos touros que são soltos nas ruas e no meio da multidão saem em disparada percorrendo um circuito de 850 metros. Conseqüentemente quando encontram pessoas a sua frente os ferem, há ferimentos que podem levar o indivíduo à morte. A corrida só termina quando os animais chegam à Praça de Pamplona, onde mais tarde os touros irão ser lidados por toureiros de renome, para isso os animais são feridos, por causa da dor eles ficam agressivos prontos para a tourada. Daí em diante, será um espetáculo de horror fúnebre e abjeto até a morte do animal.

Ou seja, fizeram uma festa para celebrar a humilhação, achincalhamento e finalmente a morte dos touros. Afinal, qual a graça nisso? Um espetáculo da estupidez, ignorância e atraso do ser humano. As pessoas se reúnem com seus pares débeis mentais (não os de nascença, e sim os que o são por “excelência”) para praticar uma barbárie sem nenhum fim digno. Ou seria a morte, o sofrimento e a humilhação coisas para serem comemoradas e celebradas? Não num mundo que pretende ser melhor.

Mas talvez essas pessoas não estejam pensando num mundo melhor. O que lhes interessa é a própria diversão, o prazer imediato, uma espécie de “hedonismo hediondo”. “Foda-se o mundo e viva eu”, é o lema dos acéfalos a correr pelas estreitas ruas de Pamplona.

Não há nada mais cruel do que pegar um animal (isso inclui seres humanos) que está quieto em seu canto, e condená-lo a uma morte lenta, sofrida, sangrenta, humilhante... apenas para diversão! Não existe desculpa. Somos seres racionais e sabemos sim que os animais sentem dor e sofrem tanto quanto nós. É de uma maldade, crueldade e monstruosidade sem fim matar um animal assim. Solte um touro na natureza e tudo o que ele fará será pastar junto de seu rebanho sobre um pasto verdejante, inebriado por aquela calma e paz que só a natureza consegue nos trazer.

Por fim, não podemos manter uma tradição apenas por ser tradição. Se for assim, podemos voltar na época de Roma onde havia perseguição aos cristãos. Neste caso, proponho que concomitantemente com as touradas, joguemos cristãos desarmados dentro da arena com feras selvagens para vermos os mesmos sendo dilacerados, decapitados e vomitarem sangue até a morte. Ou ainda, usarmos um punhal bem afiado e abrirmos a barriga de uma criança, expondo suas vísceras ao público e....

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... o que? Com seres humanos não pode? E por que com touros pode?

Acima, um animal chifra outro animal. Uma barbárie digna de homem das cavernas. Oxalá tenhamos a felicidade de ver mais cenas como estas nas próximas corridas dos touros até, quem sabe, um dia prevaleça o bom senso (não falo nem em “bondade”) e ponham um fim a este festival da morte. Infelizmente, o rapaz da foto sobreviveu. Ao contrário do touro, que já estava sentenciado à morte para entreter o público com os jatos de sangue que irão espirrar para fora de seu nariz e boca quando ele estiver sendo espetado até a morte.