Embora a geologia não tenha nada a ver com Charles Darwin, alguns teístas tentam usar de uma lógica canhestra para ligar isso com aquilo. É de uma ignorância e ingenuidade vergonhosa querer desmontar a teoria da evolução a partir da geologia. Primeiro porque, como ciência, a geologia não se dobra ao argumento dos fanáticos de que a Terra possui apenas alguns poucos milhares de anos, conforme a bíblia. Em segundo, a geologia não compartilha da visão mitológica da bíblia. Segundo a geologia, a Terra possui algo em torno de 4,5 bilhões de anos. Mas como isso? Como sabem ou medem a idade da Terra? Como que calculam a idade da Terra?
A geocronologia é a ciência que estuda métodos de determinar o tempo geológico, registrado nas rochas. Segundo o Instituto de Geociências da USP (IGC), um dos métodos mais precisos é o método absoluto, que se utiliza dos princípios físicos da radioatividade e fornece a idade da rocha com precisão. Esse método está baseado nos princípios da desintegração (ou decaimento) radioativa. Desta maneira, o uso desse método, só foi possível depois da descoberta da radioatividade (1896), no final do século XIX. Dentre os elementos químicos existentes, há alguns que possuem o núcleo do átomo instável e são conhecidos como nuclídeos radioativos. Estes elementos, através da emissão espontânea de radiação, se transformam em elementos estáveis (nuclídeos radiogênicos). Dessa maneira o elemento-pai (radioativo) se desintegra emitindo radiação e se transforma no elemento-filho (radiogênico), como o 87Rb quando se transforma em 87Sr.
Há dois pontos importantes que permitem o cálculo da idade absoluta de uma rocha ou mineral:
1) as rochas são formadas por minerais, os quais são constituídos por elementos químicos e alguns desses, por sua vez, são nuclídeos radioativos;
2) o conceito de decaimento radioativo envolve uma constante chamada meia-vida, que é o tempo decorrido para que metade da massa do elemento-pai se transforme no elemento-filho. Essa constante é conhecida e diferente para cada nuclídeo radioativo existente.
Cada grão mineral é um crônometro do tempo geológico, assim que ele se forma, tem início o decaimento radioativo. Sendo assim, determinando-se a quantidade de elemento-pai e de elemento-filho em um mineral hoje, é possível saber há quanto tempo está acontecendo o decaimento radioativo e, portanto quando o mineral se formou. Para realizar esta medição, dissolve-se a rocha até virar pó. O próximo passo é levar os elementos, que agora estão individualizados, em uma outra solução, para um aparelho, que se chama Espectrômetro de Massa, no qual cada elemento separado será medido. Depois, então, os cálculos baseados na meia-vida do elemento radioativo são feitos e a idade da rocha é obtida.
A Terra está em constante mudança. Sua crosta está continuamente sendo criada, modificada e destruída. Como resultado, rochas que registram a história embrionária do planeta não foram encontradas e provavelmente não existem mais. Portanto, a idade real da Terra não pode ser obtida diretamente de material terrestre.
Então como saber que a Terra tem essa idade? Os cientistas presumem que todos os corpos do Sistema Solar se formaram na mesma época, inclusive os meteoritos (provenientes do cinturão de asteróides). Sendo assim, como os meteoritos são corpos extraterrestres que caem na superfície da Terra, eles podem ser datados e sua idade é a mesma da formação do planeta, ou seja, 4,56 bilhões de anos. Esta idade foi determinada, pela primeira vez, por Claire Patterson em 1956, usando os isótopos de chumbo (Pb). A meia-vida do chumbo é, justamente, 4,5 bilhões de anos. Claro, na Terra também há elementos que comprovam sua idade longeva. O registro mais antigo do planeta, determinado em zircões (cristais de silicato de zircônio) contidos em rochas na Austrália, tem 4,4 bilhões (Austrália).
Oras, mas você encontrará na internet os maiores absurdos por parte dos criacionista “provando” que a Terra possui 6000 anos ou por volta disto. O primeiro problema é que, diferente deste blog que você lê, curiosamente ninguém NUNCA foi atrás das fontes de certas baboseiras e as propagam como verdades científicas comprovadas. Vejamos esta “pérola” dos religiosos: “Cristais de zircônio contêm urânio, que ao decair produz hélio. Quando se mede o hélio liberado pelos cristais de zircônio chega-se a apenas 6.000 anos, pois se fossem mais antigos, conteriam menos hélio.”
Quem disse esta asneira foi um “cientista”. Um físico chamado David Russell Humphreys. Mas espere. Além de físico ele é... professor do Institute for Creation Research, trabalha no Creation Ministries International e é da diretoria do Creation Research Society. Pois é. Mesmo de um “cientista”, não podemos esperar muito quando ele guia seus trabalhos por suas crenças ao invés do método científico. O tal “cientista” fez sua teoria em 1995 e desde então não a reavaliou ou criticou sob a luz de novas tecnologias e descobertas. Tampouco divulgou grandes tratados para serem avaliados e criticados pelos cientistas especializados na área. Kevin R. Henke, Ph.D em geologia pela Universidade do Norte de Dakota, faz uma detalhada crítica às idéias absurdas de Humphreys, que desvirtua a ciência para tentar “provar” uma questão de fé, num longo texto: Young-Earth Creationist Helium Diffusion 'Dates' Fallacies Based on Bad Assumptions and Questionable Data.
O “genial” cientista criacionista também citava que ele e seus amigos (criacionistas) encontraram traços de radiocarbono em diamantes. Ora, o Carbono decai numa meia-vida de 6000 anos e não é capaz de datar coisas com mais de 60.000 anos de idade. Se existissem traços de radiocarbono em diamantes poderíamos dizer que os diamantes se formaram há menos de 60.000 anos, e não há milhões ou bilhões de anos, como esperado. Bem... cientistas sérios, efetivamente, nunca encontraram nada nas leituras de radiocarbono! Dr. R. E. Taylor, do Departamento de Antropologia da Universidade de Califórnia, usa diamantes também.... mas apenas para medir a imprecisão (ruídos) dos instrumentos de datação ("Use of Natural Diamonds to Monitor Radiocarbon AMS Instrument Backgrounds.") justamente porque o diamante NÃO possui radiocarbono!
Em outro site cristão, falaram que “amostras da Lua, do Projeto Apollo, foram datadas tanto com o método do Urânio-Tório-Chumbo como Potássio-Argônio. Os resultados apresentaram resultados que variaram de 2 milhões a 28 bilhões de anos de um método para outro”. Bom, novamente não apresentaram fonte alguma. Mas eu vos apresentarei 2 fontes. Uma foi um teste feito em 2005 e outra em 2007 onde os resultados foram bem similares: aproximadamente 4,5 bilhões de anos, através da datação pelo tungstênio-182 de rochas lunares.
Então, lembre-se: a Terra tem sim 4,5 bilhões de anos. Não importa se você acredita nisso ou não. A fé não muda a natureza dos fatos. Conclui-se, por A + B, quantas vezes forem necessárias, que a ridícula idade de 6000 anos é incompatível com a geologia da Terra (e até com a própria história da humanidade, já que pinturas rupestres são mais antigas que isso). Agora... se os teístas virão dizendo que “a métrica de anos para deus é diferente daquela que usamos” e outras desculpinhas para justificar a débil fé, isso já entra no campo da metafísica e não temos como provar o contrário. Mas haja imaginação para inventar essa desculpa, hein?






3 comentários:
Pois pra mim, mais ridiculo é o fato de você usar todos os argumentos para provar que Deus não existe.
Pois se a idade de 6.000 anos não fosse realatada pelos criacionistas, talvez você até acreditasse nela. Mas claro, como a teoria da evolução precisa dessa sustentação de que a terra é muito antiga, então vocês ensistêm no fato de que a terra tem 4,6 bilhões de ano.Você é cientista por acaso? quem te garante quais do ciêntistas estão certos?
Deixe-me te dar um concelho:Ao invez de usar todos os seus argumentos e gastar o seu vasto vocabulário para tentar provar que Deus não existe, procure primeiro pesquisar para saber se Deus existe.
A palavra de Deus diz que só existe um caminho para a salvação:Jesus Cristo, apertada é a porta e estreito é o caminho que conduz a salvação, e poucos são os que a encontram, em contrapartida existe todos os outros caminhos inclusive o do Ateísmo que levam a porta larga que que conduz a perdição.
Não se deixe enganar, meu amigo, a eternidade longe de Jesus eu te garanto que não será nada boa, não feche os olhos para essa realidade, procure pesquisar as fontes primeiro, pois é melhor do pagar pra vê.
Ridículo é como querem simplificar a natureza e suas variações.Estavas tu ou alguns destes cientistas no momento da formação destas rochas?
Para maior entendimento seu há controvérsias!!!
Para se chegar a essa "especulação",todas as amostras devem possuir a mesma idade,e também todas devem possuir a mesma proporção inicial dos isótopos-filhos,e deve haver uma ampla variação nas proporções de isótopo-pai e isótopo-filho nas amostras.Essas datações"especulações,partem de pressupostos e interpretações:As amostras do isótopo-pai não foram contaminadas,e para que os cálculos sejam confiáveis,os métodos precisam admitir que nada poderia ter ocorrido no passado que produzisse qualquer alteração nas quantidades dos elementos estudados e mesmo das constantes utilizadas(meia vida do elemento).Como vês não é tão simples como parece.Leia MAIS ,ESTUDE,PROCURE OLHAR CRITICAMENTE os resultados apresentaDOS,POIS ATRÁS DELES APARECEM UMA COSMOVISÃO NATURALISTA FILOSÓFICA,longe da verdade.Alguém já esteve a 4,6 bilhões de anos atrás a ver tudo isso que se fala?Seja crítico,e analise!Abraços
Nunca vi um texto tãi idiota como esse! Cheio de preconceito. O que você desclassifica o cientista por ser criacionista eu desclassifico esse blog por se evolucionista e o outro cientista por ter pressuposto evolucionista. Veja que idiotice!
Idiota, você ainda não sabe que a datação radioativa não é exata? Você ainda não sabe que essa datação exige pressupostos da idade antes da rocha avaliada? Não sabe que por isso que de vez em quando sai notícias em revistas científicas mudando datas?
Estuda.