segunda-feira, 15 de junho de 2009

(na foto acima, Estevam Hernandes e Sônia Hernandes. Um marketeiro que, de repente, descobriu que era apóstolo de deus. E não é que, de repente, também descobriram que é ladrão?)

No post “Respeitar as religiões? Eu não, obrigado”, há alguns comentários que merecem um novo post sobre o assunto. Um tal de “Távio” apoiou um tal de Rudson (o uso de “um tal de” não é para ofender, e sim apenas porque não posso comprovar a identidade de quem escreve) nos comentários do post.

Rudson diz que precisamos de religião, misticismo, mistério, deuses, pirâmides e toda a sorte de invencionices místicas. Távio o apóia. Eu apoio Rudson, mas apenas em parte. Não deveríamos precisar de nada disso para vivermos. Deveríamos ser fortes e nos apoiar na idéia de que, talvez, não haja nada depois daqui. Morremos e pronto. Fim. Darwin ganhou. Somos apenas um amontoado de moléculas encontrando uma forma de se perpetuar. Mas Rudson está certo de que o equilíbrio é inerente a qualquer parte do universo. Se existe o bem, precisa existir o mal. Se há luz, precisamos das trevas. Se há ateus, sempre deverão existir crentes.

Então, qual o problema se deveremos conviver com isso? O problema está no uso da religião enquanto instrumento de manipulação, usurpação e do cerceamento da liberdade de pensamento e expressão das pessoas. E como assim eu deveria respeitar? Como nota bem Richard Dawkins em seu livro, “Deus, um Delírio”, há um véu de proteção em torno da religião. Ninguém pode falar mal de nenhuma, nem criticar e muito menos zombar. Mesmo alguns ateus e agnósticos não costumam se arriscar no terreno da crítica à religião (não é religiosidade, meus caros, é RELIGIÃO).

A religião está aí, como outra manifestação de pensamento qualquer, e é passível de críticas, zombaria e até mesmo de repressões, como no caso de Justiça do Brasil, um país laico, que ordenou que um hospital realizasse a transfusão de sangue em um paciente, mesmo contra a vontade dos pais, Testemunhas de Jeová. O juiz baseou-se no artigo 5º da Constituição Federal que, apesar de assegurar o direito à liberdade de crença, prevê o direito à vida, que, segundo o magistrado, antecede o de liberdade religiosa. Está aí. Pais iam deixar o filho morrer por uma crença que não passa disso: uma crença em algo que não se pode provar.

Por fim, peço encarecidamente, e novamente, a todos os leitores deste blog e de outros canais: se informem. Quando você for falar com um ateu de verdade (ou seja, instruído), não é uma boa conduta lançar pérolas baseadas em crendices e muito menos atacar ou tentar evangelizar o ateu em si. Não precisamos da pena ou da redenção de nenhum deus (egípcio, cristão, grego, sumério, etc), não temos carências afetivas maiores que as de um ser humano comum, não acreditamos no seu “fogo do inferno”, no seu “diabo” e nem fazemos isto ou aquilo de bom (ou deixamos de fazer o ruim) por medo de punição ou na espera de uma recompensa. É preciso ser responsável e ter uma ampla noção de como viver em sociedade para ser livres como nós, ateus. Coisa que uma pessoa que julga que o mundo precisa de religião, decerto, ainda não tem.

6 comentários:

Leandro disse...

O interessante é que os cristão pregam a tolerância e o amor incondicional, mas são extremamente preconceituosos e segregacionistas.
As religiões surgiram com a finalidade de trazer paz aos homens, mas nada matou mais do que isso. Em nome de Deus foram cometidas as maiores matanças e atrocidades humanas.
Algo está muito errado.

Cristiano Silveira disse...

Endosso tudo o que foi escrito até agora. Em nome das várias religiões deste planeta promoveram-se banhos de sangue intermináveis. A igreja católica, por exemplo, matou milhares durante a inquisição, na Idade Média. As Cruzadas (na mesma época) também acabaram em diversas mortes. Sérvios e croatas, israelenses e palestinos, todos matam e morrem em nome de "Deus". Até hoje há conflitos brutais por diferenças religiosas. Não sou ateu, mas também não sou fanático por religião alguma - assim, consigo ver claramente os inúmeros erros cometidos em nome de crenças frágeis e mal-estabelecidas como as atuais.

Andrei disse...

Concordo com tudo religiões devem ser sempre criticadas, porém o DEUS ñ, o mundo é muito perfeito p/ ter nascido do acaso.

Aelson disse...

Ta bom Andrei.

Então de onde você acha que deus veio ?

O mundo perfeito tem que ter origem, mas o seu amiguinho imaginário não ?

Esta de origem também é falacia antiga do qual o post também se refere.

Sabrina Noureddine disse...

Realmente muitos morreram em nome de Deus, os líderes religiosos são culpados, pois o que sempre pretendem é a manutenção do poder...
Respeito e tolerância são importantes: ser ateu é uma opção racional, mas nem por isso a fé pode ser tratada com desrespeito, infelizmente às vezes isso também acontece.

Déby disse...

Está certo, você ralmente não precisa de nada e de ninguêm, você é infalivel, intocavel, imortal.
Eu ainda fico com a bibilia que diz:"E ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idolatras, e qualquer que ama e comete a mentira"(apocalipse 22:16)

O senhor Jesus também exorta:"Eis que cedo venho, guarda o que tens para que ninguêm tome a tua coroa"(apocalipse 3:11).

É fato que o senhor Jesus voltará para levar a sua igreja, e os que não lhe confessar como unico e sulficiente salvador, ficarão para atraz e também serão lançados no lago de fogo com o diabo e seus anjos.
Você pode se arrepender dos seu pecados e entregar a sua vida a Jesus, ou então pode pagar pra vê. Quer pagar? então pague.

Outra coisa, se você pensa que todo crente é mal informado e sem instrução, você está muito enganado.