
(não precisa ficar com dó. Você está olhando para um assassino, corrupto e que fará de tudo para ficar impune por seus excessos)
O deputado estadual do Paraná Fernando Ribas Carli Filho (PSB) renunciou ao cargo nesta sexta (29). Com a renúncia, Carli Filho perderá a imunidade parlamentar e terá de responder na Justiça Comum ao processo do acidente de carro no qual provocou a morte de dois jovens.
A renúncia também evita o risco de que o deputado tenha o mandato cassado e fique inelegível por oito anos. No último dia 18, a Corregedoria-geral da Assembleia paraense abriu uma sindicância para investigar o caso. (Fonte: G1)
Ouvindo a rádio, Lucia Hippolito apontou uma questão muito interessante neste caso que talvez passasse despercebida, como apenas mais uma etapa deste infeliz episódio. Por que alguém largaria o foro privilegiado para responder na justiça comum? Simples. A repercussão foi tamanha que o processo de expulsão do partido, cassação e punição seria extremamente ágil, uma vez que o caso vai direto para as altas instâncias da justiça do Brasil.
Agora, renunciando, o “nobre” deputado não pode ser cassado e responde na justiça comum. Comum mesmo, ou seja, o processo dele será apenas mais um entre os milhões de processos tramitando pelos fóruns. Como possui renda, moradia fixa, não responde por outros processos, etc, deverá responder em liberdade. Daqui a alguns anos, quando o processo finalmente chegar ao fim, ele terá pegado uma pena de reclusão de alguns poucos anos. Com alguns recursos, ele poderá ficar em prisão domiciliar ou nem isso: pagar umas cestas básicas e fim de papo.
Sim, é a impunidade escancarada. No Brasil, o crime compensa.
