Peão morre após ser pisoteado por touro durante treino

01/04/2009

Imagens feitas por amigos do peão Alex Jerônimo Moraes, de 27 anos,  mostram o momento em que ele foi pisoteado por um touro, enquanto treinava na arena de uma fazenda, em Bariri, a 321 km de São Paulo. Ele morreu neste domingo (22) após ter sido atacado pelo animal. (Fonte: G1)

O que há de errado com esta notícia? O seu fim, onde ela diz que o peão morreu por ter sido “atacado” pelo animal. Como assim atacado? Foi o touro quem foi atacado nesta história! O touro não ataca ninguém que deixe ele no seu canto, pastando e em companhia dos demais animais. O homem é que é cruel e enlaça os animais com o sedém, apenas para vê-los se debaterem e, assim, provar uma “suposta” coragem do peão do rodeio. Que cara mais macho o peão, não? Que cara mais corajoso, não? Interessante que basta ele cair da sela, e sai correndo para fora da arena. Quanta bravura!

O rodeio não é esporte. É tortura. Animais morrem, são eletrocutados ou machucados apenas para que o público veja um homem sobre a cela. O sedém é o mais conhecido. Segundo a União Internacional Protetora dos Animais (UIPA) Feito com revestimento macio, não tem a propriedade de evitar o sofrimento, que advém da constrição de área tão sensível, por ser de pele fina, onde se localiza o órgão genital. Ao comprimir a região dos vazios do animal, em que há parte dos intestinos e o prepúcio, o sedém provoca dor e por isso o animal pula desesperadamente.

A Unesp realizou estudos científicos conclusivos de que o uso do sedém não constitui maus-tratos. Mas adivinhem só? O trabalho denominado “Projeto Sedém” foi coordenado e concluído por um professor que é também locutor de rodeios, membro honorário do Clube “Os Independentes” de Barretos, que patrocinou e encomendou o estudo para a Unesp, que, por sua vez, criou e promove anualmente o chamado “Rodeio Universitário Unesp”. O sedém causa sim, muita dor e irritação ao animal. Inflige sofrimento desnecessário apenas para que os seres humanos possam se divertir. É reflexo de um povo atrasado, ignorante, hedonista, mesquinho, insensível e que não consegue olhar para além do próprio umbigo.

O infeliz peão que morreu pisoteado pelo animal é apenas um ignorante. A morte não se constitui uma tragédia, uma vez que é burrice e estupidez desafiar um animal que pesa mais de meia tonelada e é capaz de arremessar um homem a mais de três metros de altura. A morte do peão é natural, justa (foi para um desafio e perdeu, simples assim) e não me causa nem a mínima pena, dó ou compaixão. Ao contrário, me enche de esperanças. Quem sabe um dia o povo ignorante não perceba que de atividades cruéis não advém felicidade ou bonança, mas apenas sofrimento, dor, tristeza, morte.

Abaixo, você poderá conferir um vídeo que mostra bem o que acontece do rodeio e verá que, de esporte, não tem nada. Só há sofrimento, humilhação e morte. Nossa diversão vale isso?