Consuma menos carne e torne o mundo melhor

27/02/2009

Eu sempre adorei carne. Presunto, salame, copa, bacon, frango (ahhh aquela pelinha do frango assado...), bife, carne moída, picanha ao alho, coraçãozinho de galinha, salsicha, picanha (já falei antes?). Bem passado, mal passado, com farinha, sem farinha. Adoro. Tinha pena dos vegetarianos. Como assim eles não comem carne? Só por que precisam matar os animais para isso? E daí? Os animais não estão aí para isso?Bem, eu diria que eles não estão aqui para nós comê-los, mas sim, estão por aí e podemos fazê-lo. Assim é a natureza. E ela é cruel. A questão é que enquanto seres conscientes, racionais, emotivos e sentimentais, podemos seguir nossa natureza sem a crueldade intrínseca à lei da sobrevivência do mais forte. O problema é que não o fazemos.

Em 2004 vi o vídeo acima pela primeira vez. A primeira coisa que ele me mostrou foi um mundo que eu não conhecia: o do mercado de peles. Em segundo, despertou uma indignação tamanha que comecei a pesquisar avidamente sobre maus tratos para com os animais. Não precisa procurar muito na internet para isso. E logo a crueldade me fez sentir nojo de ser parte daquilo. Como eu poderia consumir e, assim, incentivar aquela matança e tratamento desumano? No reveilion de 2004 para 2005, simples assim, decidi não mais comer carne sempre que houvesse algum tipo de comida alternativa. E assim estou até hoje. Se antes comia carne todo dia, hoje posso contar nos dedos de apenas uma mão quantas vezes eu ingeri (e foi apenas um pouco) de carne no último ano, por exemplo. O início foi difícil, mas depois eu simplesmente achei natural não mais comer carne.

Eu não venho aqui apelar para que as pessoas eliminem o consumo de carne. Nem pretendo ludibriar ninguém dizendo que a abolição da carne trará imensos ganhos na saúde. O consumo correto e moderado da carne faz parte de uma alimentação saudável. Mas venho trazer um pouco de sobriedade. A crueldade nos matadouros condena gerações após gerações de animais a um perpétuo confinamento em verdadeiros campos de concentração. Se cada pessoa diminuir um pouco seu consumo de carne (que seja consumi-la dia sim, dia não) já estará poupando várias vidas por ano. Além do mais, aí sim, ela terá reais ganhos na saúde. Sabemos que o consumo excessivo de carne prejudica o sistema cardiovascular e que a carne possui toxinas provenientes dos momentos finais de extremo estresse pelo qual o animal passa quando percebe que será abatido. Além desta questão, há ainda a questão ecológica.

Neste primeiro momento, não venho aqui detalhar os malefícios que a produção industrial de carne gera para a humanidade como um todo. Nem irei expor agora os detalhes do tratamento dados aos animais que comemos. Mas peço que as pessoas revejam seus hábitos e se lembrem que só não somos nós que estamos sendo servidos ali no prato por mero capricho da natureza. Então, reconhecendo nosso posto privilegiado, por que não fazer do mundo um local melhor, inclusive, para aqueles que dão suas vidas para nos alimentar e nos vestir?