Hoje toma posse Barack Hussein Obama como 44º presidente e eu não poderia perder a chance de registrar as minhas expectativas a respeito. Primeiramente, eu vejo com desprezo o fanatismo em torno dele, como se tratasse de um messias ou alguém capaz de resolver todos os problemas dos EUA e do mundo. Ingenuidade, aliás, quem pensa que os EUA se transformarão numa nação “boazinha”. Os interesses dos EUA sempre virão em primeiro lugar para o presidente daquele país. E o que isso significa?
Algumas guerras continuarão, talvez outras surgirão. Protecionismo, unilateralismo e a boa e velha tática dominante de um país que está acostumado com a hegemonia política, econômica e militar persistirão para todo o sempre. Isso é o que faz dos EUA a superpotência que é. Isso é o que torna os EUA o maior império de todos os tempos no campo militar, econômico, político, diplomático, cultural. E é esta a importância de um presidente americano: o homem mais poderoso e influente do planeta, comandante máximo do mais bem preparado exército, dono do maior arsenal nuclear e da maior economia.
Quem já jogou algum jogo como Civilization ou de estratégias de guerra, sabe bem como é difícil se manter no topo. Quantas guerras são necessárias, quantos subterfúgios são usados, quantos aliados são deixados de lado. E de um jogo para a vida real, essas dificuldades e complexidades crescem de uma forma exponencial. De qualquer forma, fica muito claro que os EUA não largarão o osso. Se eles abrirem suas fronteiras políticas e econômicas para agradar a todos, eles se anulam como potência, e isso jamais ocorrerá. Claro, isso é só uma conseqüência de um modelo capitalista desumano. Prático, talvez até justo, mas desumano.
De qualquer forma, acredito que certas medidas trarão boas novas a todo o mundo. A mitigação da crise econômica dos EUA, pilar da economia mundial, já irá deixar meio mundo (literalmente) feliz. A menor ocupação do exército em territórios inimigos limpará um pouco a imagem do país lá fora. Mas, claro, isso tudo só porque sempre há interesse americano por trás. A guerra representa enormes custos, que precisarão ser sanados para resolver a economia, que afeta diretamente os milhões de eleitores que empossam os presidentes daquela nação. Acho que este governo lidará bem com a crise, será mais diplomático que o anterior e me parece estar em melhores condições para enfrentar quaisquer adversidades (coisa que o governo de George Bush nunca teve) até pela grande popularidade e esperança do povo e, principalmente, pelo espírito de liderança do chefe do governo, presidente Barack Obama. Vamos ver se as tão prometidas mudanças virão mesmo. A todos nós, só resta torcer para que venham e que nos beneficiem em algum grau. Se os EUA ficam bem, o mundo vai bem. Eis a nova ordem mundial desde a ascensão do império americano.
